Nazaré condena práticas banalizadoras do racismo

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A propósito do Mês da Consciência Negra, a vereadora Enfermeira Nazaré (PSOL) fez um pronunciamento contra o racismo na sessão desta segunda-feira (21), na Câmara Municipal de Belém. Nazaré se baseou em termos, práticas e costumes “normalizados” entre a população e na imprensa e em ações policiais, mas que constituem racismo aberto, camuflado ou subjacente, estrutural.

“Se for branco ‘está em surto’, se for preto é ‘bandido’; se a mulher for branca é ‘livre’, se for preta é ‘prostituta’; se é branco é ‘jovem delinquente’, se for preto será agredido, torturado, morto. Até quando o excesso de melanina será nossa sentença de morte? Até quando a mídia e a polícia, que são racistas e elitistas, vão continuar praticando a seletividade?” questionou a vereadora.

Para Nazaré, no Brasil atual a bala perdida “só acha pretos” e muita gente expõe seu racismo abertamente, como nunca antes na história brasileira. Diante disso, conforme a vereadora, é para comemorar o anúncio da criação de um ministério, no futuro Governo Lula, para tratar das questões de raça, discriminações e injurias.

A psolista ressalvou, contudo, que ao lado de medidas como a criação de um ministério próprio, é fundamental que a questão do racismo seja vista desde a escola, com o incentivo ao antirracismo, educação antirracista e capacitação para as polícias, incluindo a civil, militar, federal e guardas municipais. “Devemos atuar de forma pedagógica. Somente assim vamos conseguir mudar”, concluiu.

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