Enfermeira Nazaré homenageia Dia Internacional da África

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“Após 400 anos de escravização, o povo preto neste país ainda sofre de exclusão e racismo”, disse a vereadora Enfermeira Nazaré (PSOL) em pronunciamento sobre o Dia Internacional da África, transcorrido nesta quinta-feira (23). Se posicionando como parlamentar, mulher, negra, “que não é herdeira de marido, nem de família”, a vereadora se disse orgulhosa de suas raízes ancestrais. “Sou herdeira do meu povo, sou herdeira da resistência que o couro no lombo nos deu. Esse couro nos trouxe a dor mas trouxe também as ideias da resistência, da luta e de que nos espaços políticos, que são masculinos e brancos, nós também devemos estar”, defendeu.

Segundo Nazaré, quem não foi vencido pelo chicote também não será quebrado pelo racismo. Datas como o Dia Internacional da África, como salientou a parlamentar, funcionam como gatilhos da memória coletiva sobre os povos que construíram o Brasil. Nesse sentido, disse Nazaré que é digno de elogios o projeto da Secretaria de Estado de Igualdade Racial e Direitos Humanos de construir um museu sobre a escravização e a contribuição dos escravizados para o Pará.

Texto: Socorro Gomes
Fotos: Renan Alvares/SERFO-DICOS

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